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21/07/2017

Tecnologia e Inovação fazem repensar a mobilidade na cidade

Empresas de compartilhamento de carros provocam o sistema e obrigam a cidade a estudar e considerar novas soluções


São Paulo não é só a maior cidade do país, é também a maior do mundo, de acordo com pesquisa internacional e a mais populosa, pouco mais de 44 milhões de pessoas segundo dados do IBGE. A cidade é seguida por outra brasileira Minas Gerais que comporta menos da metade dessa fatia.

Uma metrópole desse porte também é campeã nos problemas de mobilidade. Segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo, em 2016, o tempo médio gasto no trânsito para realizar todos os deslocamentos diários na cidade é de 2h58. A mesma pesquisa aponta que houve um aumento no número de pessoas que usam o carro todos os dias de 32% em 2015 para 34% em 2016, o que contribui para a piora no fluxo do trânsito.

Não obstante, dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) indicam um aumento de 114,8 mil carros na cidade, entre janeiro e dezembro de 2016.

Recentemente, a capital paulista foi premiada por alcançar os melhores índices no setor de mobilidade urbana do país no Ranking de Cidades Inteligentes 2017. Essa posição a coloca melhor diante das outras cidades de mesmo porte e semelhanças de infraestrutura. Thomaz Assumpção, engenheiro e CEO da Urban Systems – empresa responsável pelo desenvolvimento do estudo - destaca que “as cidades brasileiras ainda estão muito longe de suas concorrentes pelo mundo.” Ele ainda acrescenta que “o espaço que as nossas cidades têm para avançar em relação a elas mesmas é de 50%. Em relação ao mundo é muito maior”.

Para discutir este assunto tão presente no dia a dia dos brasileiros, o Fórum Mobilidade reuniu na manhã de ontem, dia 20, agentes públicos do setor e especialistas engajados para discutir as possíveis soluções diante de uma cidade que cresceu estruturada e edificada para os automóveis e não para as pessoas.

Walter Longo, presidente do grupo Abril, iniciou o debate comentando que não é com mais vias e mais transporte público que os problemas de mobilidade serão resolvidos. Para ele "ferramentas como o Waze e o Uber fizeram mais pela mobilidade dos grandes centros do que todos os departamentos de trânsito de todas as cidades juntas"

Além disso, a rigidez dos horários de entrada e saída dos empregos, edifícios comerciais que são usados apenas por algum período do dia, são outras práticas que, na visão do executivo, colaboram para agravar a mobilidade da cidade quando induz a locomoção de um grande número de pessoas simultaneamente nos mesmos horários, gerando o chamado “horário de pico”.

Matheus Moraes, diretor do Policy & Communication da 99, destaca as vantagens do carro compartilhado para a cidade. “Na hora que a pessoa deixa de utilizar o seu próprio carro, ela contribui para a melhora da mobilidade por que ela reduz a necessidade de mais vias, além de ser menos um carro que precisará de estacionamento”. Para ele, o carro não vai deixar de ocupar espaço na via, mas que será mais útil com o sentido de compartilhamento. “No futuro, as pessoas não vão querer ser proprietárias de automóveis e as empresas prestarão o serviço de deslocamento”, acrescenta Moraes.

Sobre a possibilidade de os carros deixarem de existir, Péricles Mosca, diretor da Maven, empresa de compartilhamento da GM do Brasil, diz que não acredita nessa possibilidade. “Cada vez mais o compartilhamento será usado nos grandes centros”.

Conrado Ramires, fundador da Pegcar, defende o conceito de carona em que os proprietários “alugam” seu carro para outras pessoas usarem ou reúnem pessoas que, independente dos seus destinos, têm em comum o mesmo trajeto.

Sobre a arquitetura urbana Matehus Silveira, gestor do projeto "O Futuro das Cidades" na FCA, diz que não dá para redesenhar a cidade, mas que é preciso pensar em uso misto do solo e cidades policêntricas. "Uma cidade inteligente aproxima pessoas e oportunidades. A gente tem que pensar em planejamento com escala de pessoas", completa.

Paulo Fonseca, do FabLab da USP, concorda e acredita nas soluções que vão gerar reparos: "nós já temos cidades inteligentes. O modelo bem concebido nasce da consertação."

Compareceram ao evento, o secretário de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, o presidente da CET-SP, João Octaviano Machado Neto, o diretor-geral da Uber no Brasil, Guilherme Telles, além de outros agentes importantes para o debate do tema.

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