RIO - Está tudo pronto para a Foxconn começar a produzir tablets iPad no Brasil. Segundo a Secretaria de Finanças de Jundiaí, cidade onde ficará sediada a nova linha de produção da fabricante taiwanesa, não há impedimentos legais para a produção dos aparelhos em território nacional, que recebem benefícios fiscais do governo.
A nova linha de produção da iPads se instalou no recém-construído Condomínio Global, às margens da Rodovia Anhanguera, no bairro do Fernandes. A Foxconn, que locou o imóvel, não esclarece muitos detalhes e diz que só vai se pronunciar quando a produção começar.
José Antonio Parimoschi, secretario de Finanças da prefeitura de Jundiaí, acredita que o início das atividades será breve.
- Para a prefeitura, o imóvel está regularizado e as condições de segurança já foram checadas. Foi liberado o alvará de funcionamento e não há mais nada da nossa parte que impeça a fabricação - disse.
O secretário afirmou ainda que a linha de produção, que vem em contêineres, é montada de forma rápida e já está pronta.
Outro secretário da cidade, Ari Castro Nunes Filho, de Desenvolvimento Econômico, disse aos jornais locais que a produção começa daqui há dois meses, em março - informação não confirmada pela companhia, até o momento mas que também circula no setor.
Para Parimoschi os benefícios para a cidade de Jundiaí chegam em dois estágios: o primeiro é o social; com a geração de empregos no setor, o segundo é o de valor agregado à cidade; com a arrecadação de impostos e a renda originada das vendas para o Brasil e, se for o caso, das exportações.
Ao todo, foram investidos US$ 300 milhões no parque produtivo de Jundiaí que abrigará as linhas de montagem de iPhones e iPads. Entretanto, só em dois ou três anos poderá ser medido o impacto positivo causado pela nova fábrica na região, diz ele.
Mão de obra ainda é gargalo para início da produção
Fontes do setor afirmam que, embora esteja tudo pronto para o início da produção, ainda há gargalos no que diz respeito a contratação de mão de obra para a nova fábrica de iPads. A situação estaria forçando a empresa a esperar mais um pouco, dizem.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, Célio Guimarães, disse que está acompanhando, o mais próximo possível, a abertura de uma nova fábrica na região.
Segundo ele, foram vistoriados os locais de produção e solicitadas algumas benfeitorias para o bem-estar dos funcionários.
- Fomos ao local e refeitório ainda não estava em condições de uso. Demos um prazo para ele ficasse bom e aguardamos - disse. Também fizemos esforço para a implantação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) - completou.
- Na última visita eles estavam instalando o ar-condicionado, arrumando a iluminação, os detalhes finais - disse.
Guimarães disse também que ainda não recebeu nenhuma informação nova sobre contratações. Questionado se isso poderia de fato se tornar um impedimento para o início imediato da produção, ele apenas afirmou que o sindicato está tentando agendar uma reunião com a companhia, mas ainda não obteve resposta.
- Eles ainda não informaram a quantidade de novas contratações - disse. - Pelo contrário, demitiram cerca de 180 pessoas por excesso de contingentes da planta do iPhone, fábrica vizinha - argumentou.
No momento, há pouco mais de mil funcionários trabalhando no local para a fábrica do iPhone, acredita o sindicalista.
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